Sábado, Dezembro 09, 2006


Venha-me por saudades
E tenha a vontade de ficar
Que traga no peito
A mais pura verdade
A candura nos olhos
A me macular
Venha-me breve
De vagar e leve
Lave a tristeza de um incessante pulsar
Toda acalmia nunca quis se acalmar
De mim a mim, sem se resignar.
Venha-me com toda a fúria
Devastando e desbravando
Mais e a fundo
O meu tão sublime mundo
Sublinhado de passagens vagas
Histórias inacabadas
Que constrói o meu ser
Venha para transcender
Transgredir, transparecer
Venha satisfazer
E permanecer
No lugar que minha alma reservou para você
Desde o dia que sentiu sua mão
Venha de malas, e esperanças
Morar dentro do meu coração

Vinicius Netto