Sexta-feira, Setembro 22, 2006




SONETO DA AMIZADE

Enfim, depois de tanto erro passadoTantas retaliações, tanto perigoEis que ressurge noutro o velho amigoNunca perdido, sempre reencontrado.É bom sentá-lo novamente ao ladoCom os olhos que contem o olhar antigoSempre comigo um pouco atribuladoE como sempre singular comigo.Um bicho igual à mim, simples e humanoSabendo se mover e comoverE a disfarçar com meu próprio engano.O amigo: um ser que a vida não explicaQue só se vai ao ver outro nascerE o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes

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